As crianças e jovens não acompanhadas estão numa situação de especial fragilidade já que estão privados da proteção do seu Estado de origem e separados das respetivas famílias e comunidades, o que as torna especialmente vulneráveis à exploração, ao tráfico de seres humanos ou a outras formas de aproveitamento ilícito dessa fragilidades.
Essas crianças ou jovens iniciaram os seus percursos migratórios acompanhados ou não de adultos, enfrentando graves riscos de violência ou de abuso, de grandes adversidades e de experimentação de situações traumáticas, limitadas na capacidade de representação para exercer os seus direitos e sob o risco constante de inclusão em redes criminosas de exploração das fragilidades inerentes aos fenómenos migratórios.
Este artigo procura abordar a temática dessa situação de risco e das respostas a dar à mesma.